"Na noite que se avizinha, um mar de gatos com cio invade os
sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias
em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os
espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com
angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na
vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência"...
Adolfo Luxuria Canibal (extraído de "Gumes", Mão Morta)
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